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  • Tati K. Presch Oscalis

Muitas vezes começo a criar um acessório de decoração, ou uma divulgação... na verdade qualquer coisa que crio e faço, refaço. Mudo, receio, mexo e modifico.

Para o olho e não sei se ficou bom...

Daí vou eu lá dou uma volta no ateliê, como algo e olho novamente a minha criação.

Crítica como sou, principalmente comigo mesma, acho que ainda poderia melhorar um. Pouco.

A frase que sempre passa na minha cabeça é: será que este é o melhor? O que mais combina com o produto ou eu poderia melhorar mais um pouquinho?

Muitas vezes pelo tempo que tenho acabo parando neste ponto.

Na verdade, paro de fazer pois a cabeça não para ela continua pensando no caminho de casa e principalmente quando durmo.

As vezes vem a ideia brilhante neste momento, mas a verdade é que olhar a nossa própria criação com os olhos do dia seguinte sempre melhora ela um pouquinho... as vezes aquele algo que faltava, que nem faltava realmente estava no meu olhar.

Que de tanto olhar aquele frasco, amostra, texto ou o que seja que eu estava criando me estimulem tanto a desenvolver algo que realmente esqueço de reconhecer quando devo parar.

Hoje foi um daqueles dias que reparei como foi boa a minha criação de ontem, que nem ontem. Foi, já fazia uma semana.... olhei o produto que desenvolvi para um cliente e depois de fazer mais de 600 unidades parei pra embalar e contar e reparei que bela a minha criação.

Se no dia que eu criei achei isso, não. Eu achava que poderia melhorar, e criei mais umas 3 amostras, ou seja, modelos diferentes depois deste que achei que faltava algo que eu não sabia explicar o que era.

Fica a dica, olhe sempre a sua criação com o olhar de amanhã, aquele que sabe reconhecer o verdadeiro valor da criação de hoje!

E se você acha que a sua criação não saiu excelente, pare, respire, e até durma para assim ela sair arrasadora.

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  • Tati K. Presch Oscalis

Difícil pensar que errar é bom, mas sabemos que errar é no mínimo necessário para aprender e melhorar. E com a Tekart's não foi diferente, posso falar que já erramos muito, e ainda vamos errar mais um pouco, mas sem dúvidas hoje conto para vocês o nosso maior erro, mais de 100 mil lacinhos com defeito no elástico, era a produção de mais de um mês para aquele cliente.

Bom vou começar a história do começo...

Um cliente que tinha uma linha de esmaltes e já colocava lacinhos em seus produtos procurou a Tekart's pois o seu fornecedor atual não estava entregando um serviço satisfatório, atrasando pedidos e criando complicações com as mudanças de planejamento na produção.

Eles precisariam em média de 70 mil lacinhos pretos por mês, ou seja, 15 meninas (ou meninos) produzindo lacinhos 40 horas por semana. Uma loucura que decidi aceitar.

Achar a fita foi simples, afinal fita de cetim preta nesta quantidade não é um problema no mercado... mas os elástico sim, rodamos a vinte e cinco e outros lugares e nenhum fornecedor poderia garantir esta quantidade ao longo do tempo, elásticos importados da China podem chegar hoje e depois vir somente daqui a um ano. E se venderem muito o estoque termina e não tem muito o que fazer a não ser esperar chegar uma nova remessa que pode demorar mais de 6 meses.

Tínhamos que ter um fornecedor nacional, eis que depois de muito procurar e pensar descobrimos os elásticos ortodônticos, aqueles usados por dentistas.

Compramos alguns modelos, e tamanhos - nunca poderia imaginar que um simples elástico poderia ter tantas especificações. Testamos dois materiais: látex (aquele amarelo) e o non-látex (transparente, lindo).

Durante um mês, andamos com as amostras no carro, em casa em cima da mesa, na bolsa e em outros lugares.

Descobrimos que o elástico de látex não poderia ser usado pois com o tempo resseca e vira farelo, principalmente com o calor do carro. Mas o non-látex ficou ótimo.

E começamos a produção em março, tudo corria perfeitamente até que em outubro o cliente veio conversar com a Tekart's que alguns elásticos simplesmente estavam estourados, mas para a quantidade produzida não era uma porcentagem significativa.

Já ficamos preocupadas pois 1000 elásticos podem não ser uma porcentagem significativa, mas são muitos....

No mês seguinte veio a bomba - os elásticos de um lote inteiro que foi para o Nordeste estouraram e tinham que ser trocados.

Primeiro bateu o desespero, depois aquela sensação de que apesar de ter feito o meu melhor o resultado não tinha ficado satisfatório e mais um monte de coisas ruins que podem passar pelas nossas cabeças em um momento assim.

A vontade que eu tinha? De virar um avestruz e poder esconder a minha cabeça no primeiro buraco que aparecesse.

O que fizemos? Sem nem calcular custos ou possibilidades, garantimos a troca de todos aqueles lacinhos e mais qualquer lacinho que estivesse em estoque.

Mas para isso precisamos primeiro resolver o problema do elástico.

Primeiro liguei na fábrica, depois de conversar com muitas pessoas e departamentos consegui falar com o engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos elásticos. (Lembrando que nós compramos os elásticos por um distribuidor e por isso nunca tinha entrado em contato com a indústria responsável pela produção dos mesmos).

Depois de uma longa conversa explicando que nós usávamos aqueles elásticos com gostinho de menta para colocar lacinhos em esmaltes, descubro o motivo do meu maior prejuízo... a falta de umidade.

Quando os elásticos non-látex estão na boca de qualquer pessoa ele está em um ambiente úmido e isso "hidrata" o elástico e o torna resistente. Mas quando ele está em um caminhão indo em direção ao nordeste com altas temperaturas ou no ar-condicionado o ar é extremamente seco, o que retira a umidade do ar e por consequência a do elástico que perde sua resistência e quebra.

Bom descobrimos o porquê do problema, mas e a solução? Na verdade, veio do mesmo engenheiro, usem elásticos de silicone, que apesar de um pouco mais caros são resistentes ao ar seco e temperaturas mais elevadas.

Mas desta vez nós tínhamos aprendido, vamos mandar para testes em laboratório - ainda bem que tenho um irmão engenheiro químico, que fez todos os testes em estufa e estudos que precisávamos para garantir a qualidade de nosso produto.

100 Mil novos laços foram produzidos com o novo elástico e entregues em menos de um mês. Cliente satisfeito e feliz com a nossa solução.

E a Tekart's o que levou disso tudo?

1. Aprendemos que testar e muito é importante, nunca imaginamos que um elástico poderia quase colocar a Tekart's e baixo. As vezes não pensamos que o Brasil tem vários climas e mesmo o produto pode ser exportado e que isso pode afetar os nossos produtos

2. Descobrimos que temos a capacidade de dobrar a nossa produção, isso é tema para um post inteiro.

3.Criamos a confiança que a Tekart's hoje pode atender pedidos de 10 a mais de 1 milhão de unidades por mês, aprendemos a dimensionar e organizar o nosso trabalho.

Depois desse "erro pequeno" somos mais forte e sem dúvidas muito melhores.

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Sou formada em Marketing e durante a faculdade já ouvi muito o jargão "o cliente tem sempre a razão"

Mesmo esta frase não ser tão verdadeira nos dias atuais ela ainda está bem presente em nossas mentes, tanto de cliente quanto de empresários, principalmente os Brasileiros.

Mas comecei a questionar se realmente todos as empresas ou pessoas que comprar meus produtos são realmente meus clientes?

Definição de cliente de acordo com a Definições de Oxford Languages :

cliente



substantivo de dois gêneros

  1. 1.

1. 1.

na antiga Roma, indivíduo que estava sob a proteção de um patrono (cidadão rico e poderoso); patrocinado.

2. 2.

pessoa que confia a defesa de seus interesses ou direitos a um advogado, procurador ou tabelião; constituinte.

3. 3.

indivíduo que contrata serviços ou adquire mercadorias mediante pagamento; comprador, freguês.

4. 4.

pessoa que consulta habitualmente o mesmo médico, dentista etc.

5. 5.

correntista de um banco.

6. 6.

BRASILEIRISMO•BRASIL

componente de uma rede que utiliza os serviços de um servidor.

7. 7.

PEJORATIVO•PEJORATIVAMENTE

cada um dos indivíduos socioeconomicamente dependentes que fazem parte de uma clientela ('conjunto de indivíduos dependentes').

2. Origem

3. ⊙ ETIM lat. cliens,entis 'protegido de um patrono, espécie de vassalo'

  1. (retirado do site: https://www.google.com/search?q=defini%C3%A7%C3%A3o+de+cliente&rlz=1C1AVFC_enBR902BR902&oq=defini%C3%A7%C3%A3o+de+cliente&aqs=chrome..69i57j0l7.7290j1j7&sourceid=chrome&{google:instantExtendedEnabledParameter}ie=UTF-8 em 25/05/2020)

Realmente se eu for pensar literalmente, qualquer um que comprar da minha empresa, é meu cliente, mas no dia a dia, não é bem assim...

Qualquer pessoa ou empresa que entra em contato com a Tekart's é considerado nosso cliente em potencial, e atendido com o maior carinho e dedicação.... Mas ao longo do atendimento vamos descobrindo quem realmente são os nossos clientes e quem são aqueles que nos procuraram somente para copiar ou usar as nossas soluções sem dar o devido crédito ou pagamento. Ah, tem aqueles que nos procuram também querem ganhar em cima da Tekart's.

Uma das pessoas que não considero um cliente é aquela empresa que briga tanto por preço que esquece que para eu atender ela neste momento com este preço, as vezes até abaixo do custo, ou seja, eu pagando para produzir para ela, significa que amanhã ele terá que procurar outra empresa pois a minha terá quebrado. Sim isso acontece...

Outro que desconsidero meu cliente é aquela empresa que não quer pagar pela sua criação, considerando isso gratuito ou sem custo, afinal é somente uma ideia (assunto para outro post).

O cliente de verdade, quer ver a empresa de quem ele comprar crescer, aparecer.

Cliente de verdade vira fã, parceiro e quer ver a empresa sempre melhor.

A esse cliente de verdade que eu posso falar que ele tem razão, mesmo porque muitas vezes essa razão é construída pelos dois lados da relação de forma conjunta e parceira.

Espero ter cada vez mais clientes, que comprem um acabamento ou um milhão, ou mesmo que somente admire o nosso trabalho pois esta é a razão que nos move, a energia que nos mantem vivos e em constante aprimoramento, e crescimento.

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