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  • Tati K. Presch Oscalis

Muitas vezes recebemos projetos praticamente fechados, onde não podemos modificar o acabamento, nem dar muitas ideias ou opiniões de melhorias, mas com este cliente fomos chamadas para fazer parte do projeto. Um perfume novo que seria lançado. A fragrância, frasco e até as cores já estavam definidas, o que faltava era a cereja do bolo, o laço.

Nos apresentaram todo o projeto e fomos para o ateliê com a missão de desenvolver o laço perfeito, mas de verdade eu não conseguia imaginar um laço naquele frasco...

Lá vou eu passar um tempão olhando o frasco, e vendo as cores definidas para imaginar O laço. quando é assim, e estou sem ideia começo a colocar e ver como fica o laço essencial, depois um duplo e daí pensamento vem, pensamento vai... pode ser que uma echarpe fique bom aqui.

Alguns modelos de echarpe em fitas e larguras diferentes, e eis que floresce a ideia de colocar um flor.

E não é que o frasco parecia feito para receber aquela flor ali!

Apresentamos e realmente a flor foi escolhida, e dai começa o desafio, são 8000 unidades para começar, fui procurar a amostra de cor para ser aprovada pelo cliente e descubro que nenhuma loja tem 400 rolos de fita de voil na cor rosa. E descobri também que esta fita é importada, ou seja, poderíamos conseguir um primeiro lote mas se tivesse sequencia provavelmente ficaremos na mão de uma importação que pode chegar a cada 6 meses ou até mesmo uma vez por ano.

Pesquisamos como tingir a fita, mas mesmo a fita branca que existe mais opções de mascar poderíamos não encontrar nessa quantidade.... procura vai, procura vem e conseguimos uma fita que nem é muito vendida nas lojas de armarinhos, mas que é nacional, e que quase sempre que pedimos esta quantidade temos que esperar os 15 dias de fabricação, mas sabemos que chega.

E assim conseguimos atender o cliente já por mais de 3 anos com a Flor Peônia, mas tenho que confessar que algumas vezes liga o cliente perguntando se o laço já estão prontos para serem retiradas.....


Parei por aqui... boa noite e a próxima história pode ser do molde do primor....



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  • Tati K. Presch Oscalis

Desde a época que eu fiz colegial Técnico em Desenho de construção civil adoro a parte de custos, e trabalhando na Tekart's desenvolvi uma planilha para conseguir saber os custos de cada acabamento e poder precificar de forma certa, se é que existe um preço certo.

Um dia fomos atender uma cliente que já havia pedidos alguns laços macramê mas acreditamos que a linha dela merecia uma acabamento de decoração mais personalizado. Como sempre fomos eu e minha mãe/ socia Etel.

Vimos os produtos dela, alguns já tinham alguns laços, outros pingentes e taceis. Depois de quase uma hora de reunião e algumas ideias de acabamentos que poderiam compor a linha de aromatizadores e sabonetes dela começamos a falar de custos...

Eis que ela solta a seguinte pérola: “Por que vocês querem me cobrar R$2,20 em cada laço se eu pago apenas R$0,65 em cada um hoje em dia"

Confesso que normalmente lembro dos preços das mateias primas e de mão de obra dos produtos que uso mais, e aquele preço não me parecia possível. Fiquei realmente intrigada como ela conseguia chagar naquele custo, e se fosse algo viável, usaríamos os fornecedores dela e somaríamos o nosso lucro, mesmo que abaixo do padrão para poder atender a esta cliente.

Aqui um parênteses, acreditamos em parcerias, afinal de nossos clientes crescerem nós cresceremos junto.

Comecei a perguntar onde ela comprava fita, quem produzia para ela, quem ia comprar as fitas, como eram feitos os laços, se existia gargalo de produção por causa dos laços.

E ainda sem entender como ela conseguia produzir aquele laço com este custo tão baixo comecei a falar os preços de todos estes ingredientes que compõem os nossos custos...

Eis que recebo a seguinte resposta para todos estes questionamentos:" Eu pago R$0,65 para a menina que é minha faxineira fazer cada laço."

Entendendo o que ela falou, mas sem compreender direito o sentido daqui devo ter ainda questionado mais umas vezes qual era o real custo dos laços produzidos por ela, mas a resposta era está mesmo, para ela, e para muitos empresários inexperientes, o custo do produto é o que eu pago diretamente por ele, quando na verdade, o custo de um produto vai muito além disto.

Saímos aquele dia sem nenhum pedido, e meses depois via a linha desta cliente no Instagram, e para a minha surpresa não tinham mais nem mais um detalhe a não ser o rotulo e uma embalagem Standard. Percebi que naquela reunião a cliente virou aluna e teve uma aula de como calcular os seus custos, mas como uma aluga apresada em saber o resultado ela não prestou atenção no mais importante, que não adianta só se preocupar com os números, estes tem que falar com a gente.

Um acabamento de decoração em um cosmético, perfume, ou aromatizador pode ser o seu diferencial para vender mais e R$1 real custo pode ser um valor agregado de mais de R$4 reais no valor final do produto, mas que o cliente vai querer pagar por dar mais valor a este produto decorado.

Costumamos falar por aqui que temos a missão de encantar nossos clientes, e sem duvidas pagamos mais quando estamos encantados....


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  • Tati K. Presch Oscalis

Como escrevi no primeiro post, comecei a Tekart's, mas depois quem cuidou dela foi a minha mãe e sócia a Etel. E quando em 2012 eu voltei depois de 4 anos morando e estudando em Israel eu lutei bastante com a ideia de voltar para a Tekart's, pois isso significava eu ter que trabalhar com a minha mãe.

Aqui vou voltar um pouco no tempo.... quando eu era pequena lembro que nos duas, eu e minha mãe, éramos tipo Tom e Jerry, nós amávamos mas vivíamos brigando. Lembro de me jogar no chão fazendo birra pois eu não queria ir com ela, queria somente ficar com o meu pai.

Mas depois que ela decidiu mudar esta relação, ela realmente fez acontecer algo mágico e se tornou minha mor amiga e companheira, mesmo longe fisicamente sempre estávamos perto uma da outra.

E eu tinha medo de perder esta magia trabalhando com ela no dia a dia. Sou obrigada a declarar aqui que eu não sou muito fácil e doce, como posso parecer as vezes. Sei dos meus defeitos, tento as vezes melhorar, mas morar e trabalhar juntas era na minha imaginação voltar a ser aquela criança que quer por que quer, e até chegue a gritar por não concordar com a minha Mãe.

Mas o destino e o meu amor a minha mãe, me fez entrar na Tekart's de cabeça sem nem perceber que eu estava lá.

Quando passei aquela noite em claro juntando dados e entendendo a empresa, a Tekart's entrou em mim para nunca mais sair.

Ainda se passaram vários meses até eu admitir que eu estava na empresa da minha mãe, me chamar de sócia então levou mais de um ano.

E como fizemos para conviver esses 8 anos que já se passaram?

Antes de mais nada, quando ela percebeu que eu estava dentro, sim ela percebeu muito antes de mim, sentamos e definimos as funções de cada uma na empresa, assim, conversaríamos sobre tudo na empresa, mas se discordássemos e não chegássemos em um acordo, coisa que até hoje não aconteceu, cada uma teria o voto de minerva na sua área. Definimos o que cada uma seria responsável, não que a outra não fosse ajudar... E Assim fomos desenhando a nova Tekart's.

Nesses anos todos eu não lembro de nenhuma briga que tivemos, mas lembro de muitas vezes que eu ou ela engolimos algo a seco e só depois de digerido que conseguimos conversar. Também posso falar que comemoramos a cada nova conquista juntas.

Temos os nossos acordos, que nem sempre são falados, nossos olhares que nos comunicam, nossas histórias e sentimentos que nós unem...

E sem duvidas tenho a melhor Mãe, sócia e amiga ao meu lado sempre, mas agora não são mais 24 horas juntas fisicamente, já que tenho a minha casa, mas sem duvidas somos sempre ligadas uma na outra.

História bônus: Falam que quando convivemos muito com uma pessoa acabamos pensando um pouco como ela. Então acho que com a minha mãe, eu convivi um pouco d+, rs.

Em um dia que não nos encontramos, as duas estavam fazendo alguma coisa que eu não lembro em cantos diferentes da cidade, eu vi uma blusa que adorei, e como o preço estava bom comprei a blusa, apesar de eu normalmente comprar blusas pretas ou brancas aquele modelo decidi comprar Vermelha, não sei por que.

Como de costume quando eu chego na casa da minha mãe mostro para ela se comprei algo, e ela faz o mesmo.

A sintonia é tanta que tínhamos comprado a mesma blusa da mesma cor, sem nem ao mesmo conversar sobre isso.

História real de mãe e filha em perfeita sintonia.


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