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  • Tati K. Presch Oscalis

Desde a época que eu fiz colegial Técnico em Desenho de construção civil adoro a parte de custos, e trabalhando na Tekart's desenvolvi uma planilha para conseguir saber os custos de cada acabamento e poder precificar de forma certa, se é que existe um preço certo.

Um dia fomos atender uma cliente que já havia pedidos alguns laços macramê mas acreditamos que a linha dela merecia uma acabamento de decoração mais personalizado. Como sempre fomos eu e minha mãe/ socia Etel.

Vimos os produtos dela, alguns já tinham alguns laços, outros pingentes e taceis. Depois de quase uma hora de reunião e algumas ideias de acabamentos que poderiam compor a linha de aromatizadores e sabonetes dela começamos a falar de custos...

Eis que ela solta a seguinte pérola: “Por que vocês querem me cobrar R$2,20 em cada laço se eu pago apenas R$0,65 em cada um hoje em dia"

Confesso que normalmente lembro dos preços das mateias primas e de mão de obra dos produtos que uso mais, e aquele preço não me parecia possível. Fiquei realmente intrigada como ela conseguia chagar naquele custo, e se fosse algo viável, usaríamos os fornecedores dela e somaríamos o nosso lucro, mesmo que abaixo do padrão para poder atender a esta cliente.

Aqui um parênteses, acreditamos em parcerias, afinal de nossos clientes crescerem nós cresceremos junto.

Comecei a perguntar onde ela comprava fita, quem produzia para ela, quem ia comprar as fitas, como eram feitos os laços, se existia gargalo de produção por causa dos laços.

E ainda sem entender como ela conseguia produzir aquele laço com este custo tão baixo comecei a falar os preços de todos estes ingredientes que compõem os nossos custos...

Eis que recebo a seguinte resposta para todos estes questionamentos:" Eu pago R$0,65 para a menina que é minha faxineira fazer cada laço."

Entendendo o que ela falou, mas sem compreender direito o sentido daqui devo ter ainda questionado mais umas vezes qual era o real custo dos laços produzidos por ela, mas a resposta era está mesmo, para ela, e para muitos empresários inexperientes, o custo do produto é o que eu pago diretamente por ele, quando na verdade, o custo de um produto vai muito além disto.

Saímos aquele dia sem nenhum pedido, e meses depois via a linha desta cliente no Instagram, e para a minha surpresa não tinham mais nem mais um detalhe a não ser o rotulo e uma embalagem Standard. Percebi que naquela reunião a cliente virou aluna e teve uma aula de como calcular os seus custos, mas como uma aluga apresada em saber o resultado ela não prestou atenção no mais importante, que não adianta só se preocupar com os números, estes tem que falar com a gente.

Um acabamento de decoração em um cosmético, perfume, ou aromatizador pode ser o seu diferencial para vender mais e R$1 real custo pode ser um valor agregado de mais de R$4 reais no valor final do produto, mas que o cliente vai querer pagar por dar mais valor a este produto decorado.

Costumamos falar por aqui que temos a missão de encantar nossos clientes, e sem duvidas pagamos mais quando estamos encantados....


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  • Tati K. Presch Oscalis

Como escrevi no primeiro post, comecei a Tekart's, mas depois quem cuidou dela foi a minha mãe e sócia a Etel. E quando em 2012 eu voltei depois de 4 anos morando e estudando em Israel eu lutei bastante com a ideia de voltar para a Tekart's, pois isso significava eu ter que trabalhar com a minha mãe.

Aqui vou voltar um pouco no tempo.... quando eu era pequena lembro que nos duas, eu e minha mãe, éramos tipo Tom e Jerry, nós amávamos mas vivíamos brigando. Lembro de me jogar no chão fazendo birra pois eu não queria ir com ela, queria somente ficar com o meu pai.

Mas depois que ela decidiu mudar esta relação, ela realmente fez acontecer algo mágico e se tornou minha mor amiga e companheira, mesmo longe fisicamente sempre estávamos perto uma da outra.

E eu tinha medo de perder esta magia trabalhando com ela no dia a dia. Sou obrigada a declarar aqui que eu não sou muito fácil e doce, como posso parecer as vezes. Sei dos meus defeitos, tento as vezes melhorar, mas morar e trabalhar juntas era na minha imaginação voltar a ser aquela criança que quer por que quer, e até chegue a gritar por não concordar com a minha Mãe.

Mas o destino e o meu amor a minha mãe, me fez entrar na Tekart's de cabeça sem nem perceber que eu estava lá.

Quando passei aquela noite em claro juntando dados e entendendo a empresa, a Tekart's entrou em mim para nunca mais sair.

Ainda se passaram vários meses até eu admitir que eu estava na empresa da minha mãe, me chamar de sócia então levou mais de um ano.

E como fizemos para conviver esses 8 anos que já se passaram?

Antes de mais nada, quando ela percebeu que eu estava dentro, sim ela percebeu muito antes de mim, sentamos e definimos as funções de cada uma na empresa, assim, conversaríamos sobre tudo na empresa, mas se discordássemos e não chegássemos em um acordo, coisa que até hoje não aconteceu, cada uma teria o voto de minerva na sua área. Definimos o que cada uma seria responsável, não que a outra não fosse ajudar... E Assim fomos desenhando a nova Tekart's.

Nesses anos todos eu não lembro de nenhuma briga que tivemos, mas lembro de muitas vezes que eu ou ela engolimos algo a seco e só depois de digerido que conseguimos conversar. Também posso falar que comemoramos a cada nova conquista juntas.

Temos os nossos acordos, que nem sempre são falados, nossos olhares que nos comunicam, nossas histórias e sentimentos que nós unem...

E sem duvidas tenho a melhor Mãe, sócia e amiga ao meu lado sempre, mas agora não são mais 24 horas juntas fisicamente, já que tenho a minha casa, mas sem duvidas somos sempre ligadas uma na outra.

História bônus: Falam que quando convivemos muito com uma pessoa acabamos pensando um pouco como ela. Então acho que com a minha mãe, eu convivi um pouco d+, rs.

Em um dia que não nos encontramos, as duas estavam fazendo alguma coisa que eu não lembro em cantos diferentes da cidade, eu vi uma blusa que adorei, e como o preço estava bom comprei a blusa, apesar de eu normalmente comprar blusas pretas ou brancas aquele modelo decidi comprar Vermelha, não sei por que.

Como de costume quando eu chego na casa da minha mãe mostro para ela se comprei algo, e ela faz o mesmo.

A sintonia é tanta que tínhamos comprado a mesma blusa da mesma cor, sem nem ao mesmo conversar sobre isso.

História real de mãe e filha em perfeita sintonia.


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  • Tati K. Presch Oscalis

Costumo falar que eu não escolhi o meu negócio, pois na verdade foi ele que me escolheu.

A Tekart's nasceu da necessidade e principalmente do sonho de uma cliente, que estava montando sua linha de cosméticos com acessórios de decoração artesanais. Mas para a indústria que tercerizava seus produtos isso seria inviável se fossemos pensar na sua linha de produção e operários que tivessem esta habilidade para poder atendê-la.

Como a linha era pequena e eu estava cursando o colegial técnico e procurando como juntar dinheiro para viajar - fui fazer um bico.

Bico que se tornou depois de anos o meu ganha pão, e a minha paixão.

Durante esses quase 20 anos - nossa quanto tempo.... Eu fui viajar trabalhei em outros lugares, morei fora do Brasil e voltei para mudar a empresa que começou comigo, e continuou com a minha Mãe e sócia Etel.

Em 2012, a empresa não fechava suas contas. Tinha um galpão grande, funcionários e um problema oculto pela má administração e pela segunda fonte de renda da Etel. Ela trabalhava nesta época na indústria de cosméticos e aplicava parte de seu salário para compensar os gastos que a Tekart's tinha, mas ela como muitos outros empresários não acompanhava suas finanças e nem as da empresa.

Foi quando eu voltei de Israel, sem querer trabalhar com a minha mãe, me recusei durante uns meses a entrar na Tekart's, fui trabalhar em outra empresa, mas comecei a perceber que algo estava errado.

Eis que em uma noite de "fúria", peguei todas as planilhas financeiras, notas fiscais, e qualquer outra coisa que tivesse dados e fui analisar o que realmente estava acontecendo com a Tekart's. Nesta e época uma das funcionárias era a gerente, que também cuidava da parte administrativa.

Passei horas e horas até perceber e entender o óbvio. Minha mãe ganhava na indústria e colocava boa parte de seu salário na empresa, pois os valores de venda dos produtos/serviços não pagavam as contas.

Lembro que naquele dia minha mãe, a então proprietária da Tekart's, acordou, e eu a fiz chorar,pois, muitas vezes, ver a realidade diante dos seus olhos, é muito complicado, porém um mal necessário. Ainda mais para um empreendedor.

Com os dados claros, fomos falar com o nosso principal cliente. Informamos a ele que o preço combinado anteriormente, e na verdade proposto por eles, não seria mais possível de serem praticados e estes iriam passar para mais que o dobro. Era um valor justo para o mercado e para as duas empresas.

Aqui abro um parenteses, mercado este com poucos concorrentes diretos, mas com milhares de concorrentes indiretos, já que todos pensam que fazer um laço para cosméticos é simples como fazer um laço de sapato.

Mas isso é assunto para um próximo post.

O segundo passo - sair do galpão.

Manter uma estrutura física é muito caro hoje em dia, e aí se misturam mais uma vez a vida pessoal com a jurídica.

O Galpão e casa da minha mãe eram em Cotia (cidade proxima a São Paulo), mas para eu morar com ela teria que ser em São Paulo. Então encontramos um apartamento de 3 dormitórios onde cada uma teria seu quarto e o terceiro virou o nosso Ateliê da Tekart's, que muitas vezes invade a sala e até a cozinha.

Próximo passo

Descobrir como baixar o custo com a mão de obra.

Aí sim uma missão complicada pois temos um produto "sazonal", .

Neste item, a ajuda veio através de nosso contador. Ele descobriu que nossas meninas (como chamamos nossas companheiras e amigas que produzem com a gente) poderiam ser MEI, e ganhariam por unidade produzida.

Com isso nossos custos fixos baixaram e muito, possibilitando a Tekart's a sobreviver até nos momentos mais difíceis.

Mas, por que eu estou contando está história agora?

Eu acredito que como nós naquela época, muitos empresários estão achando impossível sobreviver a esta loucura que estamos passando de Covid-19 e quarentena, com empresas praticamente paradas e sem ter para onde correr.

Se naquela manhã em 2012, que analisei os dados, qualquer um perguntasse para a Etel e até mesmo para mim, onde estaria a Tekart's em 2020, sem dúvidas eu responderia na lista de empresas que quebraram, mas não, estamos aqui firmes e fortes, nos reinventando novamente.

Realmente com saúde, esperança e muita criatividade, vamos vivendo mais uma página na história da Tekart's.

Hoje, começando a nossa empreitada digital, dividimos com você o que sabemos e o que aprendemos nesta jornada.

Nos acompanhem e venham escrever e viver conosco as páginas do futuro da Tekart's.

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